Cultura e Letras
Tenho de usar o espaço para enaltecer a criação e instalação da Academia de Letras de Lorena. Fruto da obstinação de personalidades preocupadas com a preservação e o desenvolvimento da cultura de nossa cidade, a Academia foi solenemente instalada no último domingo, dia 16 de agosto, em cerimônia no auditório do São Joaquim. Houve um comparecimento maciço de convidados e autoridades, isso em um domingo à tarde! Houve esforços de muitas pessoas para viabilizar o evento bonito que vivenciamos. O Prof. Nelson Pesciotta, Presidente da Academia, deve ser parabenizado pela condução dessa empreitada, desde as reuniões preliminares dos futuros acadêmicos, até seus esforços pessoais para trazer a comitiva de São José do Rio Pardo, que emoldurou a cerimônia com a palestra e discussões sobre Euclides da Cunha, o Patrono da Academia de Letras de Lorena. Quis o destino que a data de morte do escritor, que aqui viveu por um tempo corrigindo Os Sertões, coincidisse com a da padroeira da cidade. A presença e as carinhosas palavras da escritora Ruth Guimarães tocaram fundo nos que lá estiveram para ouvi-la. A cultura deve ser preservada, apoiada e divulgada mesmo que o exemplo de cima não venha. A Academia tem como missão valorizar as letras e trazer mais jovens para o seu convívio, promovendo a discussão e elaboração de textos literários. Foi marcante a presença do prefeito e do vice-prefeito de São José do Rio Pardo e o interesse desses administradores em valorizar a cultura, contrastando com a sumária ausência dos equivalentes lorenenses.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 23h24
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Loteamento da várzea - mais inundações
Estamos em um momento crítico no município de Lorena, prestes a ver parte da região de várzea se transformar em grande empreendimento imobiliário. As reuniões previstas entre os secretários de meio ambiente e de obras e planejamento juntamente com representante do Instituto Chico Mendes (antigo Ibama) para inserção do assunto no plano diretor e nas discussões da zona de amortecimento da floresta nacional não aconteceram. O Conselho Municipal de Meio Ambiente tem tentado intermediar essa questão, visando ao interesse maior que é o do cidadão. É um negócio de alto valor, que pode variar de R$700 mil a mais de R$5 milhões. Loteamento, prédios e até shopping center fazem parte de projetos em estudo (ou já em andamento - não se sabe). Em princípio, depende de aprovação dos órgãos públicos para se viabilizar, mas sabemos também que não é difícil haver "articulações" para que o trâmite aconteça de forma rápida e seja favorável. Até agora, não obtivemos da prefeitura informações sobre a titularidade da região e sua situação tributária. A má vontade é gritante o que, até injustamente, faz pensar que algo ilegal possa estar sendo tramado. Seria salutar se a municipalidade refutasse tudo aquilo que é aqui especulado. As conversas naufragam, o povo se afoga nas inundações. A cidade é quente - não há árvores, apesar da intenção de plantá-las. A cidade é suja, apesar da intenção de limpá-la. A cidade é pobre, apesar do enriquecimento de uns.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 23h05
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