Parlamento e Meio-Ambiente
O Deputado Arnaldo Jardim enviou-me indicação desse link http://www.arnaldojardim.com.br/lerNoticia.asp?NOTICIA=1715 Lá apresenta resumo de evento com gestores ambientais em Barra Bonita no qual a situação de recursos hídricos, dentre outras, é analisada. Escreveu-me ainda o Deputado: "muito obrigado pelo contato e parabéns pelo blog. Reputo de muita importância o contínuo debate e busca de medidas e ações em favor do meio ambiente, em especial, a partir de iniciativas que reuna o Poder Público e todos os setores da sociedade. Que na minha próxima visita ao Vale do Paraíba possamos estar juntos". No Senado Federal todas as 11 comissões vão discutir no dia 29 de abril, em audiência pública, as APPs e suas relações e implicações com o agronegócio. Também há projeto em tramitação que obriga condenados por crimes ambientais a frequentar cursos de educação ambiental. Essa medida deveria ser obrigatória para todos nós, não apenas para quando o crime já tiver acontecido. A um dos senadores foi entregue uma carta de jovens sobre a responsabilidade para o enfrentamento das mudanças climáticas. Juntando com as cartas de meus alunos aqui postadas, vemos que em todas as etapas da vida é possível encontrar espaço para atuar e não se submeter. Há discussões também para estimular e incentivar produtor rural a não desmatar.
O sentimento de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável permeia por todos os setores, níveis de governo, na mídia e na sociedade em geral. Há farta discussão sobre o assunto, mas parece que ainda custa a se formularem leis que reflitam essa necessidade e não fiquem à mercê de grupos econômicos com visão de curto de prazo. E mesmo transformada a ideia em lei, ela precisa ser executada e fiscalizada. Precisamos quebrar o paradigma da cultura no país que considera o fiscal apenas como entrave, como corrupto (pois há quem o corrompe), como cabide de emprego ou alguém com função mas sem responsabilidade.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 21h36
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Carta de Antonio Rodrigues Simões
Meu querido bisneto Talvez você não saiba a respeito do eco-sistema, principalmente quanto ao meio ambiente, isto é, o meio onde vivemos. A nossa casa, nossa cidade, nosso país, o nosso planeta é o lugar onde vivemos, é o meio ambiente. Para vivermos numa casa, precisamos de muitas coisas, principalmente de água, sem a qual a vida se tornaria impossível. Quanto ao planeta Terra, precisamos de muito mais coisas, tais como: água, ar, chuva, vento, calor, frio, florestas, animais, pássaros etc. Como a natureza do Planeta Terra vem sendo destruída pelo homem de modo desordenado e cada vez mais se agravando cada dia, foi preciso tomar providências para proteção do Meio Ambiente. Assim sendo, homens justos e competentes estão se empenhando, de maneiras várias, para reverter os danos causados à natureza. É uma alegria saber que há pessoas dignas cuidando da natureza e do nosso bem estar e que daqui a 70 anos poderemos viver numa Terra paradisíaca. É uma esperança que passo a você. Seu bisavô Simões
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h21
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Carta de Thelma Atamis de Castro e Silva
Carta ao meu sobrinho-neto Meu querido Como é satisfatório poder deixar para você e para seus filhos e netos um mundo mais humano, mais limpo e portanto mais feliz. Como foi árdua a tarefa de despoluir os nossos rios, córregos, fios d´água e os mares. Como foi difícil resolver o imenso problema de dar fim ao lixo atômico, industrial e doméstico. Nossa geração lutou bravamente para resolver esse tremendo dano que causamos ao planeta. Graças aos esforços combinados de cientistas de vários países e de suas populações, o lixo teve uma destinação, digamos nobre: virou adubo, material de construção, como tijolos telhas. Outra parte foi usada para conter erosões, reverter desertos em pradarias, tornar áreas degradadas em campos férteis. Enfim, o lixo ganhou uma utilidade inimaginável quando eu era jovem. Os oceanos não recebem mais resíduos químicos ou poluentes sólidos. E os recifes de coral recuperaram-se e ganharam vida nova e portanto continuam a ser o deslumbrante espetáculo da natureza. Os rios limpos voltaram a ter vida. Nós nos educamos e deixamos de usá-los como depósitos de lixo. A pesca indiscriminada cessou e agora podemos ver grandes cardumes em suas águas. Os alimentos, com a despoluição das águas e da atmosfera, já não necessitam de tantos defensivos químicos porque aprendemos a usar o adubo gerado na transformação do lixo e pelo uso dos defensivos que a própria natureza fornece como vespas, joaninhas, sapos e defesas das próprias plantas. Nos campos podemos ver as flores silvestres desabrocharem, colorindo a paisagem. Nas cidades, as ruas e avenidas mostram a limpeza que a população em conjunto com as prefeituras, consegue manter. As florestas, com o empenho de várias camadas da sociedade, voltaram a ter uma vida exuberante, servindo de lar para a fauna que restou e para manter o ar limpo. Enfim, meu caro sobrinho-neto eu espero que você e todos os seus contemporâneos saibam aproveitar, valorizar e resguardar esses tesouros que receberam e que foram frutos de um gigantesco esforço de minha geração. Beijos de sua tia avó
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h20
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Carta de Lucinda Amélia A. Cordeiro
Carta ao meu bisneto Meu caro bisnetinho, quero contar-te uma coisa: você está vivendo em um mundo muito melhor que o meu, mas não pense que foi fácil; muito pelo contrário. Foi necessário uma forte união de governantes, cientistas e principalmente da população para solucionar os graves problemas que a geração anterior e a minha criaram no planeta. A poluição das águas, da terra e do ar; graças a esse esforço monumental, foi resolvido, mesmo contra opiniões opostas as quais achavam que a natureza resolveria tudo. A natureza apesar de tremendamente agredida correspondeu aos esforços feitos em seu benefício. Os mares estão limpos; a terra já produz alimentos à toda população; o lixo atômico foi reaproveitado; os rios despoluídos, e agora você e os seus descendentes e seus contemporâneos podem contar com o nosso planeta azul, que agora realmente merece este nome. Beijos de sua bisavó Lucinda
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h19
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Carta de Maria da Glória de Oliveira Santos
“Carta de 2080” Amigos... Se vocês acham que as notícias da Carta de 2070 se concretizaram, se enganaram. Estamos no ano de 2080, e vivemos uma era saudável. Graças aos esforços de várias entidades ambientais e governos, chegamos a um senso comum: “A vida seria preservada”. Para isto, países de cada continente, se reuniram e superando as individualidades de cada um, chegaram a conclusão de que se não se unissem, haveria uma tragédia. A Organização das Nações Unidas, ONU, emitiu um programa que foi obedecido por todos os países. 1) As pessoas plantariam árvores, arborizando assim os municípios. 2) Empresas fariam, ou melhor, transformariam os agentes poluidores, através de aperfeiçoamento dos maquinários, em gases que expelidos, não prejudicariam o meio ambiente. 3) Órgãos ligados ao meio ambiente, auxiliariam no plantio e conservação de árvores através da fomentação de mudas. 4) A água seria preservada tanto em quantidade como em qualidade. A preservação de fontes, nascentes, teriam controles feitos por pessoas qualificadas, a fim de evitar a poluição. 5) A Educação Ambiental seria obrigatória em todos os níveis do currículo escolar. E assim foi feito! O mundo de um exemplo de transformação: de união, compreensão e amor entre os povos. “Ao ambiente o que é do Ambiente” Ma. da Gloria de O. Santos
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h18
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Carta de Elza de Carvalho Ferreira
Queridos sobreviventes, que tiveram a sorte de chegar ao ano de 2070; gostaria de poder estar aí com vocês, fazendo parte desse mundo terreno, porém, é impossível, eu sei... Espero, que estejam vivendo muito bem, que os problemas de destruição do planeta que enfrentamos aqui agora, vocês tenham superado e tudo esteja normal. Que os campos sejam verdes as matas conservadas, não haja poluição, que a água seja abundante, os rios, os mares sejam limpos livres de lixos, que os animais tenham sobrevivido às catástrofes de hoje. Mas isso, só será possível se as pessoas de hoje, tenham a consciência da necessidade de proteger a natureza, de conservar as matas, proteger os animais e os pássaros, de limpar os rios de produtos químicos e de lixos de várias espécies e acima de tudo, economizar a água, porque sem esse precioso líquido, não haverá vida, e então infelizmente 2070 será um caos. Tudo depende de nossa boa vontade, hoje, tanto dos mais idosos, como das crianças e jovens, principalmente, porque serão vocês os habitantes do ano de 2070, porém, nem tudo está perdido, se começarmos logo, agora, a humanidade será mais feliz. Um abraço aos habitantes de 2070 Elza Ferreira
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h16
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Carta de Maria Aparecida Dionísio da Silva
Querido bisneto Desejo-lhe felicidade dentro do possível, pois sei que não está nada fácil conviver com esta natureza quase morta, que lhe deixamos de herança. Sei que o planeta está agonizando, quase não existe água potável, o ar é carregado, cheio de impurezas e isto causa muitas doenças, devido a falta de árvores para purificá-lo, e a escassez de chuva. Infelizmente sei que você não tem a oportunidade de admirar a beleza de um rio caudaloso, limpo, cheio de peixes, praias lindas, lindos manguezais, florestas verdejantes e floridas como nos meus dias. Porém me sinto culpada por este lindo planeta estar assim nesta triste situação. Não cuidei como deveria. Eu poderia ter feito muito mais: cuidando do lixo que gerei, economizando água, energia, plantando mais árvores, participando em comunidades que lutavam para salvar o planeta, mas me acomodei. Deveria ter participado com pessoas que amam o planeta, lutam pela limpeza dos rios, tratam do esgoto que deságuam nos rios, para não poluí-lo, cuidam das nascentes para que os rios não sequem, e sim aumente o volume de suas águas, cuidam também de suas margens plantando matas ciliares, para que não haja erosão. Cuidam também do reflorestamento plantando árvores nativas, que com elas além de purificar o ar conservam a fauna. Cuidam também do lixo separando-o para reciclá-lo, reaproveitá-lo. O lixo orgânico serve para adubo de hortas comunitárias e domésticas. Governo, Ongs e comunidades propõem a tarefa para salvar a terra. Mas infelizmente a maioria não está consciente do grande perigo que ameaça a terra. Só Deus poderá salvá-la. Cida
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h15
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Carta de Francisco Antenor de Paula
Prezados entes queridos. Deixo para vocês um mundo melhor do que tive. Este mundo que deixo, é um mundo sem poluição, sem lixo jogado nas ruas, toda rede de esgoto canalizada e tratada para não poluir os rios, lixos reciclados para evitar inundações nas cidades e que venha prejudicar o Meio Ambiente, lei que impeça o desmatamento e é cumprida pelos nossos governantes. Graças aos nossos governantes temos 90% noventa por cento de água em condições de consumo sem riscos e os nossos rios e riachos transbordando de peixes e as margens protegidas pelas vegetações naturais de cada região. Não havendo o desmatamento nem queimadas o solo não sofrerá erosão e nem os raios U.V. também não serão atingidos. Assim, o homem, os animais e os pássaros terão mais chances de sobrevivência. Sem mais Francisco Antenor de Paula
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h13
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Meio Ambiente para a Terceira Idade - cartas
Nesta terça-feira encerrei um curso de Meio-Ambiente para a Terceira Idade, ministrado na EEL-USP, dentro das atividades de Cultura e Extensão. Foi um curso rápido de 5 manhãs, mas muito prazeiroso para mim e acredito que também para os 8 experientes alunos que tive. Pudemos discutir questões atuais como recursos hídricos, lixo, poluição, (in)ações governamentais e um pouco de legislação; o programa USP-Recicla, o vídeo Ilha das Flores e, por fim, a Carta 2070. Essa última nos levou às lágrimas ao constatar o que podemos ter daqui a alguns anos, se não cuidarmos de forma séria dos recursos hídricos e de outros problemas ambientais. Instiguei os alunos a darem uma resposta à Carta 2070, escrevendo uma outra, talvez mais otimista, enderaçada a um neto ou outra pessoa, na qual fosse expressado sua visão sobre a questão. Para minha agradável surpresa, entregaram-me 7 cartas muito bem redigidas e profundas que, após autorização dos alunos, publico em meu blog. Cada carta vem a seguir deste post, com o nome do autor. Foi mantido o texto original, sem alterar conteúdo e estilo.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 01h10
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Complemento das notícias na imprensa lorenense
Como prometido, informo que no jornal O Popular do Vale deste último fim de semana foi noticiado o projeto de Guaratinguetá em se transformar em Estância Turística, que tem apoio de deputados estaduais e lideranças partidárias. Foi noticiado também que a estrada Guará-Cunha continua fechada, sem prazo para ser reaberta. Aproveito para complementar esta entrada no blog com a notícia publicada no Jornal da USP de que o campus da Zona Leste, oficialmente chamado EACH, terá todo seu esgoto tratado e a água obtida será reutilizada na irrigação de jardins e lavagens de calçadas. É um belo exemplo a ser seguido. Em cidades menores, como Lorena, já houve projetos desta natureza mas que nunca foram levados adiante porque outros valores mais altos se alevantaram, para parodiar Camões. Há um forte interesse público do reúso da água tratada junto com o de água pluvial, que diminuiria o consumo da água clorada e atuaria como controle para enchentes e inundações. Mas o interesse público ainda não permeia os homens públicos.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 23h44
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Poluição, lixo, fumo e favelização - a imprensa lorenense neste fim de semana
Como está ficando de praxe, escrevo um sumário das notícias de caráter ambiental que foram publicadas nos jornais de Lorena. O Jornal ATOS discorre sobre a ONG Educa São Paulo que quer acionar o Ministério Público contra os municípios que poluem o Rio Paraíba do Sul. A ação é interessante e há um elogio a Lorena que trata um alto porcentual de seu esgoto. Eu recebi um telefonema do Devanir Amâncio, que é presidente dessa ONG, divulgando as ações da entidade e um seminário que vai ocorrer em São Paulo nesta terça ou quarta-feira sobre os Rios de São Paulo. O contato é (011) 3107-5470. O ATOS noticiou também uma exposição sobre paisagens naturais brasileiras, até dia 31, na praça Rodrigues Alves em Guaratinguetá. Do Guaypacaré retirei três informações, sendo duas de articulistas. O Dr. Martinho elogia a ação dos funcionários da limpeza urbana e a colocação de placa proibindo que se jogue lixo e defende a educação de todos para que tenhamos "uma Lorena mais limpa e bonita". Dentro da polêmica da proibição do fumo, o jornal reproduziu informações da Secretaria de Estado da Saúde mostrando que mesmo fumantes passivos, como eu, têm monóxido de carbono em níveis elevados em seus pulmões. Isso significa mais de um terço de todos os fumantes passivos, especialmente os que convivem com "colegas" fumantes. O Prof. Nelson Pesciotta em sua coluna cita opinião de Iguacy Sachs, de quem eu já assisti a uma palestra sobre biocombustíveis, falando sobre a favelização das periferias urbanas. Acredito que há um descompasso entre o estudo dos porquês da situação de degradação habitacional e ambiental ter chegado a esse ponto e as ações corretivas que devem ser aplicadas. Quando um diagnóstico é finalizado, o quadro urbano já se modificou. Muitos interesses estão envolvidos, não sendo apenas o fluxo migratório o responsável pela perifierização social. Outra polêmica a se discutir. Neste fim de semana não li o Popular do Vale e espero incluir algo deste jornal até terça-feira. Agradeço aos que estão postando ou me enviando comentários. Fiquem à vontade, inclusive para divulgar os textos deste blog em outros lugares. Tudo o que aqui escrevo é de minha lavra, salvo o que vai com as necessárias citações de fonte.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 00h24
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