Política ambiental pelo Brasil
O Senado informa que será realizado um ciclo de audiências públicas sobre o Plano Nacional sobre Mudaças Climáticas, que versa sobre cobertura vegetal, compensações ambientais e sustentabilidade do agronegócio. A questão da emissão de gases estufa também será discutida por esses dias. Vamos acompanhar. Outras discussões legais e políticas envolvem a introdução de energia solar em moradias populares e suas implicações com o consumo de água tratada. Nos fóruns tem sido sempre lembrado que o G-20 se reuniu mas pouco ou nada falou sobre um modelo econômico ambientalmente sustentável. Não podemos fazer de uma tragédia, que foi a quebradeira imobiliária americana, outra tragédia ainda maior que seria o aumento da produção e consumo a qualquer preço, deixando de lado as questões ambientais. Sobreviveríamos nesta década e nos extinguiríamos ao longo do século. Sempre é bom ressaltar as posições da ex-ministra Marina Silva, agraciada agora como Prêmio Sophie, na Noruega, em razão de seus esforços para preservar a floresta amazônica. Ela também tem feito críticas severas à aprovação pela Assembleia de Santa Catarina em reduzir o tamanho da área de proteção como mata ciliar em cursos d´água. O fumo está proibido! A partir de agora todos viveremos felizes e saudáveis para sempre! O que era para ser uma proteção à saúde pública tem se transformado em mais uma batalha judicial, mais um motivo para piadas e chacotas e mais críticas a como o processo é construído e as questões de liberdade individual envolvidas. O fumo é prejudicial à saúde e, da mesma forma que os fumantes querem ter o direito de danificar a própria saúde, eu também quero ter o direito de preservar a minha, não fumando passivamente.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 11h59
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Transporte insustentável
De forma direta, objetiva e concisa, Washington Novaes em seu artigo no Estadão desta sexta-feira, trata a questão da insustentável política de transporte e deslocamento urbano que temos (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090410/not_imp352786,0.php). Trem é mais barato e foi substituído no Brasil pelo automóvel e pelo caminhão para permitir o desenvolvimento dos anos 1950. O transeunte respira a poluição do trânsito e os emissores de fumaça não são retirados de circulação porque não há fiscalização, informação ou por pura política demagógica, já que são os menos ricos que possuem os automóveis mais velhos e poluidores. Já a bicicleta fica fora de qualquer política, mesmo quando provado que para distâncias de até 5 km é o melhor veículo. Lembremos que em Lorena, onde há mais bicicletas que habitantes, não há ciclovias e muito menos uma política para favorecer e proteger o uso da bicicleta. A educação para o trânsito cicloviário poderia ser um dos instrumentos de cidadania e trazer outras conscientização à população para questões ambientais gerais. Infelizmente, isso é sempre visto como gasto e barreira, nunca como investimento e oportunidade.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 11h33
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