Questões ambientais em discussão em Lorena
Nesta segunda-feira, às 10 h, haverá audiência de membros do COMMAM (Conselho Municipal de Meio Ambiente de Lorena) com o secretário de meio-ambiente, Prof.Celso. Queremos saber e discutir as ações ambientais do município, tendo como parâmetros 3 aspectos: a) o compromisso de governo entregue ao COMMAM em 2008; c) os anseios da população que já se manifesta em relação a corte de árvores, limpeza, lixo, enchentes, dentre outros; e c) a interação com o COMMAM. Na segunda à noite, ocuparei a Tribuna da Câmara dos Vereadores para falar sobre o COMMAM. Quero fazer uma apresentação de nossas atividades, especialmente aos novos vereadores, encaminhar sugestões e também reforçar os pedidos já feitos anteriormente de divulgação do COMMAM e de alocação de verbas no orçamento municipal, além de estimular que os projetos de lei de caráter ambiental sejam analisados antes pelo Conselho. A amiga Carla Leal mais uma vez se manifestou com brilho em relação ao lixo e devolução de embalagens aos fornecedores. Isso é o que acontece na Europa e tenho certeza que precisamos encontrar nosso próprio caminho. A conscientização, sem dúvida, é o melhor deles.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 17h56
[]
[envie esta mensagem]

Economia energética
Economia energética faz-se com consciência. Tivemos no âmbito residencial uma experiência exitosa, porém forçada, quando do apagão da era FHC. Soubemos reduzir o desperdício para manter o conforto. Washington Novaes ("Expansão da energia trafega na contramão", Estadão, 6/3 http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090306/not_imp334290,0.php) discute muito bem esse desafio em escala maior, de um país e do mundo. Infelizmente, apenas a técnica e os desejos da sociedade não bastam para decidir o que e como fazer. Interesses particulares e espúrios são, na maioria das vezes, os que predominam. Países europeus, com muito mais limitações de clima e espaço, encontram alternativas invejáveis, e nós, com toda a incidência solar, bons ventos no nordeste e no sul, marés subaproveitadas e a enorme área agriculturável para trazer da terra a nossa energia, patinamos em decisões.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 17h47
[]
[envie esta mensagem]

Lixo e problemas ambientais
Em artigo recente no Estadão, Washington Novaes (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090227/not_imp330557,0.php) trouxe informações desconcertantes sobre o volume de lixo que importamos. De pneus a lixo eletrônico, a operação envolve uma quantia enorme de dinheiro e beneficia a poucos, uma vez que o destino final será aqui em nossa terra. Pneus normalmente são queimados, atirados em corpos dágua ou deixados apodrecer, mas antes servem de criadouro de mosquitos. O lixo eletrônico, que causa fascinação de imediato, pois até um computador usado e "de graça" pode ser obtido, tem seu descarte como um dos mais críticos, devido à presença de metais pesados e centenas de componentes em pequena proporção que torna difícil sua separação seletiva. Para Lorena iniciam-se discussões sobre qual a melhor forma de dar o destino aos resíduos sólidos urbanos (lixo). Primordial é que não compremos mais lixo quando vamos ao supermercado, desprezando as famigeradas sacolinhas plásticas. Na Europa, pelo menos na Alemanha, todo comerciante é obrigado a receber de volta qualquer embalagem que vende com seus produtos, seja do pacote de biscoito, da caixa de sabão em pó, do papel do sorvete ou da lata de refrigerante. E ele deve encaminhar aos seus fornecedores que devem dar o destino adequado. Por aqui parece sonho, ainda, mas a consciência de cada um pode levar a mudanças. Pagamos para depositar nosso lixo em Cachoeira Paulista e precisamos estudar as soluções de larga escala, além da conscientização individual, como compostagem, coleta seletiva eficiente, incineração, deixando o depósito em aterro com última opção. E o que vocês acham? Fiquem à vontade para comentários, críticas e sugestões. A pedido do aluno Alexandre Dutra Golanda publico o site http://www.ecofocus.com.br/pr que trata de consultorias em questões ambientais. Há informações interessantes lá.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 20h46
[]
[envie esta mensagem]

CBH-PS Comitê das Bacias Hidrográficas do Paraíba do Sul
Neste sábado o CBH-PS realizou o fórum da sociedade civil em Taubaté na sede do DAEE para eleição dos 12 representantes desse segmento para a plenária desse Comitê. Eu fui eleito para o segmento das Instituições de Ensino e Pesquisa tendo o Prof. Luiz Eduardo da FATEA como suplente. Iniciaremos a composição das 5 câmaras técnicas. Participei de outras duas reuniões. Na primeira, junto com engenheiros, representantes de sindicatos e de outras entidades de classe, participei da discussão da eleição dos representantes junto ao CEIVAP - fórum mais amplo que tem por obtivo integrar as bacias do Paraíba do Sul nos 3 estados por onde o rio passa (SP, MG e RJ). Para esse segmento, que inclui as universidades, houve diminuição de uma vaga e ficou estabelecido que a USP ficará com a suplência de uma vaga, mas com a titularidade da câmara técnica (há apenas uma no CEIVAP), na qual as discussões ocorrem em maior profundidade. Por fim, aproveitei para fazer uma reunião do Grupo de Trabalho de Comunicação e Organização Social nos Municípios, o GT-COSM, reativando nossas atividades iniciadas no ano passado. Devemos elaborar um relatório dessas atividades para ser apresentado na próxima plenária do CBH-PS (final de março), desenhar alguma ação imediata de melhor divulgação das ações do GT e dos Comitês de Águas nos Municípios (CAMs) e elaborar também um projeto de pequena monta para ser submetido ao Fehidro solicitando recursos para consolidar os CAMs, resgatando os que já iniciaram alguma atividade, aglutinando esforços para aqueles que tiveram alguma participação no processo mas ainda não foram instalados e fazendo gestão nas instituições dos municípios que nunca se mobilizaram ou ouviram falar dos Comitês para que atuem nesse sentido. Fiquei feliz que o primeiro comentário deste blog tenha sido da minha querida Carla Leal, que tanto trabalhou em Lorena pelas questões ambientais, uma das idealizadora do projeto Oleiros (batizado por mim) de coleta de óleo de cozinha usado iniciada no Mondezir, que era levado ao Novo Horizonte para um grupo de mulheres, principalmente, fazer sabão artesanal. Oleiros porque era para pôr a mão na massa e o nome lembrava óleo, apesar de etimologicamente ter origem distinta.
Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 10h19
[]
[envie esta mensagem]

|