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Blog de Adilson Roberto Gonçalves
 


Pós-carnaval e pré-verdade

O Brasil recomeça, enfim, coincidente com mês novo e com o período de fazer e entregar a declaração de imposto de renda. Não entendo porque, como assalariado de fonte única, já não vêm prontos os dados sobre o que ganhei e já paguei de imposto, apenas para confirmar. A Receita sabe os dados, mas quer que eu os digite ali para avaliar se sonego, escondo, minto e fujo com meus capitais para paraísos fiscais. Deve ser isso.

Domingo passado vimos a mordida que a lua deu no sol, mais ou menos do mesmo tamanho que os impostos dão na renda do brasileiro. Um eclipse visível, ainda que sem trazer escuridão. Tempos sombrios já são abundantes no restante de nossas vidas e o fenômeno astronômico pôde ser visto usando devidos filtros e óculos. Algumas impropriedades foram ditas pela impressa sobre o acontecimento, que discuti alhures em minha coluna de O Lorenense e em carta enviada a jornal. Vamos ver se saem publicados e, mais surpreendente, se leem.

Nesta semana divulgarei outro vídeo sobre meu projeto de livro com as colunas do Jornal Guaypacaré. Será um teste para avaliar minha capacidade de convencimento para atrair colaboradores para a gênese da obra. Certo que R$80 (ver postagem anterior) não é pouco recurso em tempos escassos, mas é o necessário para poder editar e imprimir o livro e propiciar a permanência do nome de cada apoiador nas páginas internas e nos exemplares autografados que receberão. Será minha prova de verdade frente a um mundo cada vez mais irreal.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 10h47
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Fantasia pré-carnavalesca em realização

Consegui colocar o projeto do livro em andamento. Minha filha me filmou e editou o material para ser colocado no youtube. Ali peço a colaboração para compilar o material publicado ao longo de quatro anos no Jornal Guaypacaré para ser resgatado em forma impressa conjunta. Tive o apoio da Graziela Staut que cedeu os direitos do uso do nome e logomarca do jornal e que escreve a introdução do livro. Minha proposta é angariar apoiadores a uma cota individual de R$80 depositados em conta do Banco do Brasil, ag. 6957-4, conta 20889-2 e como contrapartida seus nomes aparecerão no livro, imortalizados junto com a obra. O vídeo com a proposta pode ser assistido neste llink:

https://www.youtube.com/channel/UCcz-5QvjSjxVuYemhQkAwEg

Além disso, cada um dos apoiadores receberá duas cópias autografadas e personalizadas do livro. Uma para si e outra para ser presenteada a quem indicar e ali constará uma referência ao nobre gesto de sua ação. O livro não estará sendo vendido e os R$80 são para permitir sua gênese, sua existência. Ainda houve poucas manifestações, mas creio que o espírito pré-carnavalesco despertará a colaboração.

Continuo com minhas opiniões expressas em outros veículos, mas faço o registro de um certo tropeço na carta publicada na Folha de S. Paulo no último domingo dia 12 de fevereiro. Escrevi sobre os versos inéditos de Oswald de Andrade e emendei com a coluna do Hélio Schwartsman que tratava das opiniões que deveriam se limitar à mesa do bar e não serem explicitadas. A Folha optou por publicar apenas a segunda parte e introduziu em minha missiva a expressão "não foram introjetados", que eu nunca usei. Mas, como ainda vale o que está escrito, é bom esclarecer. 



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 17h31
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E fevereiro começa

Véspera do aniversário da filha caçula e a campainha começa a tocar anunciando a vinda das partícipes da festa do pijama. Sem o calor da temperatura e das vontades, não haverá churrasco com piscina. A família, visitaremos no domingo, aproveitando para conversar sobre o fim das férias e retomada da rotina escolar.

O acontecimento nacional deste sábado foi o velório de Marisa Letícia, esposa do presidente Lula. A morte é um esperado acontecimento da vida e, junto dos impostos, uma das duas únicas certezas que temos. No caso de Marisa, o quadro clínico já era irreversível, mas o que me surpreendeu foi a corrente de ódio deflagrada pelas redes sociais em relação às pessoas envolvidas. Pela primeira vez excluí um "amigo do facebook", dado o nível animalesco de seus comentários. Tenho minha posição política que é muito clara e a expresso em todos os espaços que possuo. Muitos amigos - os de verdade - têm posição diametralmente oposta à minha e nem por isso deixam de ser amigos ou levam as discussões ao nível do ódio que vi em vários comentários. Respeitamo-nos.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 18h38
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Teori, teorias?

A capacidade de escrever é limitada, ao contrário da de pensar. Afloraram nesses sete meses de silêncio do blog muitos sobressaltos familiares, mas que não justificam o vácuo da escrita, uma vez que outros espaços foram ocupados. Ao menos conseguimos comemorar as Bodas de Ouro de meus pais, festejar a chegada de mais um sobrinho, estabelecer empregos novos, resgatando parte das carreiras que tiveram seus solavancos nos últimos anos. Pessoas próximas e amigos também passaram por perdas e choques familiares inconsoláveis. Resta apenas o ombro para consolo mútuo.

O livro de poemas antes mencionado foi publicado com o título de "O eu e o outro", com bela capa da Maria da Rosa Capri e profunda introdução analítica do José Luiz de Miranda Alves. Os demais projetos continuam estagnados. Novo ano para novas realizações? Já discorri sobre esses auto-convencimentos por meio de efemérides para nos alentar e continuarmos. Sim, que em 2017 eu consiga dar vazão aos demais projetos de livros, organizar minhas pendências científicas e literárias e caminhar célere para completar o meio século de existência extrauterina.

Mas o que marcou o noticiário - e as redes sociais - por esses dias foi a teoria da conspiração envolvendo a morte do ministro Teori Zavascki no dia que antecedeu a posse de Donald Trump na Casa Branca. Não é o primeiro acidente aéreo naquela região, mas a relação com o momento político atual e as implicações que podem daí advir criam no imaginário soluções interessantes. Pode até ser possível um atentado, ainda que improvável. Nos EUA é esperar para ver o quanto de latido será mordida. 



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 22h15
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Escritas e releituras

Depois da experiência de quatro anos no Jornal Guaypacaré, escrevo regularmente para jornais da região de Campinas. Antes, alguns textos de opinião foram publicados no Jornal da USP e um deles foi usado para subsidiar um projeto de lei sobre mudanças na forma de financiamento de pesquisa científica quando há participação de empresas e instituições públicas. Na época a proposta não prosperou, mas o marco civil da ciência e tecnologia promulgado no início deste ano contém parte do que ali foi defendido, permitindo maior dinamismo e flexibilidade para realizar projetos que envolvam dinheiro.

O Correio Popular de Campinas, o semanal "O Regional" de São Pedro e a Gazeta de Piracicaba são veículos nos quais tenho algum espaço pelo menos uma vez por mês. É uma simbiose agradável para as partes, pois posso opinar e o jornal pode preencher seus espaços sem custos. Já fui incentivado a cobrar por artigos escritos, mas não vejo essa possibilidade, contentando-me com o retorno impresso de minhas palavras. Por vezes, leitores dos textos os criticam e abre-se espaço para uma discussão por cartas, lembrando a maneira como os formadores de opinião discutiam e discursavam em outros tempos, sem o imediatismo computacional. Assim, já troquei cartas com representantes do poder público, com deputado e com cidadãos que gostaram ou não do que escrevi.

A releitura da palavra escrita é o mecanismo que mais uso para consolidar ideias e apreendê-las. Isso demanda tempo e não é condizente com imediatismo ou superficialidade de expressão, muito comum nas redes sociais virtuais. Preciso ler a fundo o que escrevi para eu mesmo entender o que realmente penso. As palavras são perenes, a opinião não. Saber como evoluímos em pensamento molda nossa característica humana, lembrando, com isso, Ruth Guimarães, a geminiana do dia de Santo Antônio, que tanto nos faz falta.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 09h50
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Livros que se publicam

A ironia foi o tom de minha postagem anterior e o Paulo Viana de pronto identificou-a. O poeta e sua poesia aprontam dessas para brincar com seus leitores. Um primeiro livro de poemas meus deve sair ainda este mês, o que causa um misto de realização e dúvida. A emoção da obra publicada superará as incertezas de que os poemas ali contidos refletem o que dizem refletir? O poeta finge por vários meios até quando assume ser um fingidor. Descobri-me amador das palavras ainda na adolescência e ousei com versos que até publicaram, até premiaram. Mas a publicação na forma de um conjunto é, até então, inédita. Veremos o que daí advirá.

Outra obra que gostaria que saísse é a juntada de todas as colunas publicadas no Jornal Guaypacaré por quatro anos. São mais de 200 textos que devem resultar em um livro de umas 300 páginas. Já fiz algumas cotações, mas não encontro alguém que queira financiar a empreitada. Falei com a Graziela Staut para ativar seus contatos comerciais, mas a crise parece predominar nas decisões culturais. Estimei em cerca de R$10 mil o total para imprimir mil exemplares e estou pendendo para fazer uma "vaquinha eletrônica", ou seja, solicitar aos interessados doações e, em contrapartida, introduzo o nome deles no corpo do livro. Não será a simples aquisição do livro e, sim, a participação em sua gênese. Se estipulasse cotas a R$100, com 100 desses amigos eu teria o livro pronto, um livro que não seria vendido, mas sim distribuído para escolas e pontos de leitura - bibliotecas, academias, clubes de leitura. Um projeto, ainda.

Há outro livro de poemas no forno, além dos textos que publiquei em outros jornais e sites da internet. Meus contos estão espalhados em coletâneas e são candidato a outra brochura. Projetos não faltam...



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 13h27
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Dores e cores

Aproveitando que estou de molho por conta de uma cirurgia dentária, tento manter a tônica da escrita. A idade traz sabedoria? Não, ela enganá-la-á, para usar uma constução neste tempo atual desconstruído que causa também dubiedade na frase. De qualquer forma, uma engana a outra e as duas nos enganam (ou enganar-nos-ão em algum momento) nas vivências, nas palavras e nas leituras. Sim, estou usando óculos, emprestados ainda, pois a consulta com a oftalmologista será na semana entrante.

Paulo Sergio Viana é leitor de meus comentários de primeira hora e me questionou sobre a liberdade de expressão neste espaço. Sim, meu amigo, o blog é livre e procuro torná-lo também responsável, assumindo o que vai aqui postado por mim. Fico feliz quando comentam, mas que aumenta a satisfação quando os veículos tradicionais consideram suas cartinhas, ah, isso aumenta!

Também a Laila Azevedo, minha afilhada na Academia de Letras de Lorena, passou a estender a correspondência virtual comigo a este blog. Citou o livro que ganhou, que deve ser alusão ao Umberto Eco que eu achava que tinha lhe emprestado para juntos comentarmos o conteúdo instigante dessa obra. Ela já elaborou um ensaio e falei-lhe da importância de publicá-lo. Falei e repeti, pelos canais virtuais - facebook, email e blog - e pela voz transformada em ondas eletromagnéticas ao telefone.

As cores da vida ficam mais cinzentas com o inverno que se adentra. Não nos resignemos com os entraves e ressentimentos deste momento gélido, pois um bom vinho tomado a duas taças o ambiente aquece. Cores são também ondas e tudo é, ao final, energia. O geminiano não completa primaveras e sim invernos, apesar de ter sido gerado ao final da primavera adentrando o verão. Mas isso é apenas poesia...



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 10h19
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Não é fácil

Seis meses desde a última postagem e esta aqui vai ser curta. Ainda no final de dezembro comecei um texto, indignado e incorformado com muitos cometários que eu escutava e que se intitulava "É fácil para você". Eis o rascunho:

É fácil para quem nunca foi pobre, reclamar do amparo governamenal. É facil para quem não é gordo dizer que o gordo é assim porque come demais, já que sua ignorância não contempla que haja distúrbios metabólicos ou outras disfunções que podem levar à obesidade. É fácil para quem...

Mas não concluí e creio que não o farei. Agora temos novas diretrizes no país, que muito me preocupam. Os textos aqui rarearam porque consegui outros espaços para expressar opiniões. O Correio Popular de Campinas tem sido um veículo constante, mas escrevi para a Gazeta de Piracicaba, para O Regional (de São Pedro), O Lince (de Aparecida), além das cartas para a Folha de S. Paulo (muitas) e Estadão (poucas), CartaCapital e até para a Veja (!!!). E, é claro, o texto semanal para O Lorenense, publicação on-line da Graziela Staut. Quanto às cartas para a Folha, fiz um levantamento e contei 624 cartas enviadas nos últimos mil dias, que retrocedem à emblemática data de 7 de setembro de 2013. Porém, um décimo apenas desse conjunto foi publicado, mostrando a enorme seletividade.

A semana é do meio-ambiente, com fortes temporais em Campinas - microexplosões, assim ficaram designados. A vida é algo maravilhoso, mas não está sendo fácil administrá-la em tempos tão conturbados.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 09h11
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Pratas deste dezembro

Muitos famosos fazem ou fariam aniversário neste início de dezembro, arrastando as inevitáveis coincidências. Minha irmã completa o ciclo solar no mesmo dia de Silvio Santos e no dia em que Frank Sinatra - A Voz - faria 100 anos. Minha professora Sandra Franchetti faz no mesmo dia da babá de minhas filhas e do neto da minha vizinha (a cuja festa fui neste fim de semana, um espetáculo circense junto com as tradicionais comidas de festa infantil). Meu sogro teria seu aniversário por esses dias, se vivo fosse, mas não o comemoria, com era de sua natureza. Cunhado e sobrinho também aumentam uma unidade às idades e também em São Paulo estivemos para a comelança. Sim, pois tudo é motivo de comida. Creio que apenas nos velórios não copiamos os países nórdicos. No mais, carboidratos e calorias adentro!

Vinte e cinco anos atrás eu mudava meu status civil de solteiro para casado. Tem sido, desde então, uma aventura emocionante, saborosa, divertida e amorosa. Se há momentos de dureza, contrariedades e lamentos são apenas para realçar aquele primeiro conjunto.

O ano vai se findando e repito minhas desavenças com este mês de dezembro. Correria, pois tudo tem de ser concluído junto com o calendário, como se após os fogos do reveillon a vida não continuasse exatamente como no dia - ou ano - anterior. Enfim, sobreviveremos. 



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 09h48
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Perdido

Decidi que não há tempo perdido e todo tempo é usado para alguma atividade. Que seja o mais produtivo possível, mas mesmo um bom sono é um tempo muito bem gasto. 

No interregno desde a última postagem, comecei a trabalhar como professor no Instituto Federal de São Paulo em Hortolândia e iniciei caderno novo de anotações. Sim, eu tenho sempre um caderno para anotar tudo que é devido, desde lembretes e inspirações poéticas a resumos de palestras e projetos de pesquisa científica. Isso além do diário, cada vez mais esparso, intermitente e incompleto.

Passei a estudar umas derivadas e integrais matemáticas e a rever o arranjo de átomos em volumes definidos - o chamado empacotamento cristalino. E também a experimentar alguns versos curtos para depois juntá-los em poema maior. Fiz exercício de memória de acontecimentos havidos na época da EEL e fui à frente, captando visões oníricas de um mundo que ainda não pode ser publicado. Tudo isso consta desse caderno, com doze folhas preenchidas até agora, frente e verso.

Como se vê, parece que estou perdido com meus pensamentos e fragmentos de ideias. Mas isso passa. Vem o final do ano com o domínio do estresse para querer pôr em ordem aquilo que entropicamente ocupou o máximo espaço possível durante meses. A atenção será para festividades, presentes e viagens. Tudo útil, enfim.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 10h26
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Dia do Saci

E foi o final de outubro com o tradicional Dia do Saci. Noto que a colonização ainda é tão grande que mal se lembram de nosso riquíssimo folclore e vão buscar inspirações do além muito além. De qualquer forma, as crianças vão às ruas pedir doces, reunem-se fantasiadas para brincar e trazer um pouco do lúdico para esses tempos concretos e cinzentos. Fiz meu tradicional protesto contra o dia das bruxas nórdico por meio de cartas a jornais. Protestos não publicados, como sói ser.  Até cartinha on-line sobre o post anterior (De volta para o futuro) foi publicada pelo Estadão e depois retirada do site. Mistérios...

Faço muitas visitas a blogs de literatura, poesia em primeiro lugar, mas também aos de concursos para autores amadores. Vi um comentário criticando a escolha de sonetos como literatura de vanguarda, pois, por definição, assim não poderiam ser. Creio que na forma, há concordância com o argumento, mas é no conteúdo que reside a verdadeira poesia. E ela é - ou pode ser - sempre inovadora, impactante, arrebatadora.

Novembro principia com a tradicional chuva de Finados e aquele sentimento preso ao calendário de que faltam 60 dias para trocar de folhinha. Não há tempo perdido e sim tempo usado. Uso parte do tempo para abrir meus espaços e uso meus espaços para passar meu tempo. Einstein tinha razão há um bom tempo!



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 23h33
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De volta para o futuro

Neste 21 de outubro de 2015, nós fâs dos filmes em série "De volta para o futuro" aguardamos Marty McFly aterrissar com seu DeLorean em algum ponto. Ao meio de tantas insatisfações políticas e econômicas, um pouco de ficção científica faz bem, muito bem, aliás. 

Escrevo essas linhas iniciais no Dia do Poeta, 20 de outubro, na véspera da chegada de Marty McFly, mas essa efeméride deixo para o colega Acadêmico José Antonio Bittencourt Ferraz tratar em seu blog sobre filatelia e numismática http://lorenafilatelia.blogspot.com.br/

Outras realidades acabam por ser mais fantásticas que as propaladas em filmes de ficção. Uma recente é sobre um medicamento desenvolvido na USP com suposto efeito contra um câncer (qual?). Não conheci nem o professor envolvido, nem como sintetizar tal substãncia, mas foi marcante que essa história tenha sido rotulada com o título de "Inércia da USP gerou histeria sobre 'cápsula do câncer'" pela colunista Cláudia Collucci no UOL, mesmo descritivo usado para cancelarem a vaga à qual eu tinha direito por ter sido aprovado em concurso - inércia do candidato. O problema é que, ao arrepio da lei, o edital não estipulava prazo de validade para o concurso, que pode ser de até 2 anos. Assim, cerca de um ano após a homologação do resultado, fui eliminado. Essas são apenas algumas das idiossincrasias da maior e melhor Universidade da América Latina.

Um assunto de ordem pessoal que não tira o encanto da espera, daqui a pouco, pela volta ao futuro.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 12h34
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A política desmemoriada

É recorrente que políticos venham a público para desdizer o que afirmaram ou para dar uma nova interpretação a fatos e ações que pareciam muito bem claros. Quando se trata de personalidade que tem uma vida acadêmica, intelectual ou literária que já pressupõe a existência de textos e material bibliográfico sobre seus pensamentos e opiniões, o pedido para que se esqueça fica ainda mais estapafúrdio.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um exemplo vívido e constante disso. Agora que lança seus diários dos oito anos em que esteve à frente do Executivo nacional, mais algumas pitadas nessas contradições vão aparecer. Todos os discursos dele e dos demais ex-presidentes do país podem ser consultados facilmente no sítio do Planalto, mas os dele em particular possuo em 16 volumes impressos, azulando minhas já abarrotadas estantes de livros. Nesta semana, quando jornais noticiaram que está vindo a público esses diários tomados a um gravador, chamou a atenção um trecho no qual ele repudia comparações de seu governo à forma supostamente ditatorial que Alberto Fujimori comandava o Peru. Relendo o discurso que FHC proferiu em homenagem ao colega peruano, apenas elogios à democracia foram ali exarados. Qual dos dois teremos de esquecer? O oficial discursado ou o oficioso gravado na intimidade?

Em tempos em que se vai às ruas democraticamente para pedir a volta da ditadura, fica muito confuso saber para onde vamos ou devemos ir. Talvez a inconstância, a insistência e as contradições dessas manifestações reflitam a desmemória política atual. E façamos muito movimento para que assim tudo, perpetuamente, continue como está.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 11h12
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De quem é a culpa?

Exclusivamente minha, em relação ao atraso na postagem neste blog. Três meses se passaram, uma estação inteira, sem qualquer manifestação minha aqui. Indesculpável, para usar neologismo com verniz de erudição, mas que é recorrente quando o discurso não convence. O inverno passou e a primavera principiou. Os ipês floriram, fruto também da premiada crise hídrica, que leva as árvores a lançarem suas flores antecipadamente como maneira de sobrevivência. Chuva também houve e, em Campinas, muito vento e estragos com quedas dessas árvores, danos à rede elétrica e alguns pontos de alagamento.

Daí a pergunta inicial: de quem é a culpa? Mesmo com ventos acima de 100 km/h, os galhos são resistentes, se envergam e apenas alguns quebram. Mas, o ser urbano inteligente diz que os estragos foram devidos à presença de árvores e as motosserras não foram suficientes para dar um jeito nesses vegetais rebeldes. Para cada árvore que realmente precisou ser removida, ao menos mais uma foi tirada a título de precaução. Não entende esse ser urbano inteligente que quanto mais árvores estiverem juntas, mais difícil que elas caiam e mais protegidas ficarão sua habitações do vento?

Nos projetos de urbanização e construção, a alocação do verde vem sempre depois, pois parece que homens e suas ferramentas não conseguem trabalhar com uma árvore ao lado. A fiação, então, é a única que somente pode seguir por vias aéreas, tirando copas de árvores e, consequentemente, suas sombras e diminuição da temperatura no asfalto. A lógica parece insana para esse urbano inteligente. E não adianta buscar água em Marte, como discorri na minha coluna em O Lorenense (http://olorenense.com.br/colunista.php?c=8), se não conseguimos nem resolver os problemas em solo terrestre.



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 11h54
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Meio de um ano conturbado

Oficialmente a metade de 2015 aconteceu ao meio-dia deste 2 de julho - 182 dias e meio. Um semestre letivo encerrado, experiências em universidade particular adquiridas, uma nova fase em relação ao controle da leucemia da filha. Mas ainda outra metade para se chegar até o dia da revelação do amigo secreto em família e ver os fogos de artifício da virada do ano.

Na semana passada, muita gente alterou sua foto do perfil no facebook, introduzindo as cores da bandeira dos movimentos LGBT. Foi para comemorar o fato da Suprema Corte dos EUA ter tornado constitucional o chamado casamento homossexual em todo aquele país. No Brasil, isso já é permitido e muita gente torceu o nariz para essas manifestaçãoes dizendo que estávamos comemorando aquilo que por aqui já é mais avançado. Sim, mas é o símbolo da questão que conta e a importãncia e repercussão que possuem as decisões que acontecem na terra do Tio Sam.

Eu mesmo postei que era "um dia importante para quebra de preconceitos; quiçá possamos ver algo próximo a isso em nosso país" e fui indiretamente chamado de ignorante. Tenho algum conhecimento das leis do país e meu comentário foi no sentido da festa democrática e do esclarecimento pela liberdade individual, que aqui, em outras situações, vai sendo tolhida e encurtada a olhos vistos. Especialmente por um Congresso Nacional retrógrado que não possuíamos há um bom tempo. Certo que os representantes foram escolhidos pelo povo, mas será que é essa a cara de nossa sociedade?

O fim do voto obrigatório não aconteceu, nem o do financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas foram aprovados o fim da reeleição e uma fórmula esdrúxula de computar os mandatos para reduzir a ida do eleitor às urnas. Ah, sim, não o fim da reeleição para os próprios legisladores, pois eles não são tão ignorantes assim!

A discussão agora é sobre a redução da maioridade penal que foi aprovada em primeiro turno após uma manobra regimental, denunciada até pelo conservador Estadão. Dificilmente sobreviverá juridicamente isso o que aconteceu ontem, mas como defender o que se quer, independente de ser legal ou não, está culturalmente arraigado em nosso país, pode até ser que vingue. E depois ainda existem dúvidas da origem da corrupção!



Escrito por Adilson Roberto Gonçalves às 22h52
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